fbpx

COVID-19: Aulas não presenciais contam como carga horária5 min read

Desde março deste ano vivemos tempos atípicos por conta da pandemia de Covid-19 que assola o mundo. Vários setores foram prejudicados e, com toda certeza, um dos mais impactados no momento é o da educação. Afinal, como cumprir o currículo escolar com aulas não presenciais?

De acordo com dados divulgados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), 186 países fecharam as escolas e universidades neste período, o que corresponde a 1,3 bilhão de estudantes dentro de casa. Este número representa 73,8% de todos os alunos no mundo.

Escolas pelo país estão há meses sem as aulas presenciais e muitas precisaram se reinventar para manter, mesmo de longe, o interesse e a rotina escolar viva no dia a dia dos alunos. Para suprir os dias longe da instituição, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou um parecer que garante que as aulas não presenciais contem como carga horária neste período em todas as etapas de ensino – desde a educação infantil até o ensino superior .

O principal objetivo do parecer é dar condições que as instituições de ensino consigam cumprir com o mínimo de carga horária por ano letivo prevista por lei, que é de 800 horas.

As atividades não presenciais são obrigatórias?

De acordo com o parecer, as atividades remotas não são obrigatórias, mas são necessárias para que o estudante não tenha um retrocesso na aprendizagem. Além disto, coma extensão da suspensão das aulas por conta da pandemia, limita-se muito a reposição das horas perdidas. Caso a escola opte por fazer desta forma, é possível que haja um comprometimento do calendário acadêmico de 2021 e 2022, por isso a necessidade de organizar agora o calendário e as rotinas escolares.

Aulas não presenciais: que tipo de atividade se encaixa na ementa?

Apesar da autorização do MEC para a contagem de aulas online como carga horária, o órgão não definiu como a escola deve avaliar os alunos. De acordo com o documento, conselhos estaduais e municipais podem definir como cada região vai seguir as orientações.

Dentre as atividades mais comuns estão as videoaulas, lives, atividades e avaliações interativas. O que vale lembrar é que, neste momento, a escola junto com o seu corpo de docentes, entende a necessidade de atividades de cada turma e, cabe a cada um, avaliar a melhor forma de fazer a contagem dessas horas aulas.

As atividades ministradas não precisam ser necessariamente cumpridas por meio digital. A escola também pode montar e entregar aos pais e alunos apostilas de atividades, orientar leituras, pesquisas e exercícios indicados em apostilas, por exemplo.

O importante neste momento é analisar a realidade das redes de ensino locais. É necessário entender os limites de acesso dos estudantes e as tecnologias disponíveis para que não exista desigualdade entre os alunos.

Como fica a educação infantil neste período?

A novidade que este documento traz é que, a educação infantil agora também se enquadra dentro das séries que podem contabilizar os exercícios em casa como hora/aula. Atividades que compreendem crianças na creche e pré-escola e atende crianças de até 5 anos, não se encaixam no documento. Os exercícios ministrados dentro de casa não contam como carga horária e precisarão ser repostos presencialmente.

Apesar disto, o CNE incentiva que as escolas desenvolvam atividades para que os pais possam realizar junto com as crianças. Principalmente aquelas que estão em fase de alfabetização.

Neste momento, é extremamente necessário a ajuda dos pais no processo. O intuito é que a rotina escolar seja mantida mesmo de casa, e a comunicação/transparência com as famílias é de extrema importância neste momento.

SAIBA MAIS:

Rotina de estudos: as melhores dicas para arrasar de casa

Como os pais podem ajudar no desempenho escolar dos filhos?

COVID-19: Comunicação e rotina de estudos de casa

Como ficará após a normalização das aulas?

Apesar da autorização do MEC de que o ano letivo de 2020 tenha 200 dias, as 800 horas de carga horária continuam como obrigatória para o cumprimento.

Mesmo com a autorização da contagem das aulas a distância como carga horária, o tempo fora das salas não vai suprir as horas perdidas desde o início da pandemia. Por isso, o documento divulgado pelo CNE também traz orientações importantes sobre como será tratada a retomada das aulas pós quarentena. Aulas aos sábados, ampliação da jornada de estudo com mais horas dias, contraturno escolar – extensão das aulas na escola por dia – e a suspensão das férias são pontos abordados.

Contudo, os conselhos estaduais e municipais de cada região podem definir como a distribuição de compensação das horas/aulas vai funcionar. Além disto, é necessário que a instituição faça uma avaliação de cada estudante. O intuito é saber se o conteúdo ministrado dentro de casa foi aprendido ou não.

“Muito além da carga horária, o principal que a gente coloca ali é que se consigam cumprir os objetivos de aprendizagem previstos no currículo e na Base Nacional Comum Curricular. A ideia é que se possa garantir atividades para os alunos nesse período e, ao mesmo tempo, para os alunos que não conseguirem realizar as atividades, que a rede tenha planos [de reposição] no retorno das atividades presenciais”, diz o relator do parecer, o conselheiro Eduardo Deschamps para a Agência Brasil.

O momento, por enquanto, é incerto. Mas um bom planejamento por parte da gestão da sua instituição pode fazer a diferença na hora das aulas presenciais voltarem. Faça reuniões periódicas com sua equipe, imponha metas e claro, conte com um bom sistema de gestão escolar.  Leia nosso guia de boas práticas de como gerir a sua escola de casa e torne esse momento mais fácil.