Gestor Escolar: existe um perfil ideal?

Gestor Escolar

Gestor Escolar: existe um perfil ideal?

O Gestor Escolar é como um maestro que conduz uma orquestra, aqui representada por todos os integrantes da escola: os alunos e os seus pais, os professores, os funcionários e a comunidade à qual pertence. Contudo, nem todas as pessoas têm o perfil de gestão

Atuando como um articulador entre várias esferas, o gestor precisa ser um líder com visão de futuro, com capacidade de planejamento e um trabalho solidário e democrático, antenado às novas tendências tecnológicas que podem trazer benefícios no desempenho de alunos, professores e funcionários.

No post a seguir, explicaremos exatamente sobre o perfil desejável de um gestor escolar, com as suas qualidades e atributos. Confira!

Saiba Mais!

5 dicas essenciais para uma boa gestão escolar!

Confira: 6 erros de gestão escolar

Como deixar a gestão de compras mais eficiente

Um bom articulador

O diretor é o responsável pela organização geral de uma escola, sendo a pessoa de referência quando é necessário tomar resoluções pedagógicas e administrativas.

Ele precisa ser um bom articulador para a tomada de decisões, já que deve envolver e ouvir interesses de vários âmbitos da vida escolar — do corpo de funcionários até alunos e suas famílias, assim como professores e a comunidade onde a escola está inserida.

Dessa forma, ele precisa ter tato social, saber lidar muito bem com a gestão de pessoas, motivando professores e funcionários, realizando parcerias com as diversas equipes da escola, solucionando problemas e respondendo às reclamações que venham a ocorrer.

O gestor escolar precisa ter uma boa capacidade de planejamento

Nada na escola pode ocorrer de forma arbitrária e/ou impensada. Todas as escolhas, tanto pedagógicas como administrativas, devem partir de um planejamento bem elaborado.

Por isso, o gestor escolar deve ter uma boa capacidade de planejamento. Ele deve saber escolher muito bem quais os professores e funcionários que melhor se encaixam no perfil da escola, bem como o material didático mais adequado, e estar consciente dos objetivos finais do ensino e da aprendizagem.

O planejamento deve ser integrado, ou seja, incluir todos os setores da escola, e participativo, dando chance a todos de atuarem de forma ativa, expressando suas opiniões e necessidades.

É importante que o gestor tenha em mente que nenhum trabalho sério é feito em um só dia: é preciso saber se organizar hoje para colher os bons frutos no futuro!

Gestão solidária e democrática

Muitas pessoas ainda imaginam o diretor como uma pessoa distante, reservada e que deve ser temida por alunos e professores — quase como um imperador ou mesmo um déspota.

Essa imagem não poderia ser mais distante do perfil desejável de um bom gestor escolar. Ele tem que exercer uma gestão contrária a isso, sendo solidário e democrático.

Para isso, tem que ouvir e entender, de forma atenta, a todas as esferas da comunidade escolar, incluindo dos alunos aos professores e funcionários. Suas decisões devem ser justas e pensadas, nunca privilegiando interesses particulares.

Focar no aprendizado do aluno

O objetivo final das instituições escolares sempre deve ser o aprendizado do aluno. Escolas que perdem muito tempo e energia em outros aspectos estão negligenciando a sua missão básica e razão de existir. Por isso, as decisões do diretor sempre devem focar e se pautar na premissa básica de que a escola é, por excelência, a morada do ensino. Ele deve ficar atento aos desempenhos dos alunos e ao nível de aprendizagem de todas as turmas.

É claro que esse ensinar pode ser feito de diversas maneiras. Cabe ao gestor dialogar com toda a comunidade escolar e decidir os melhores caminhos pedagógicos a serem trilhados pela escola.

Líder com visão de futuro

O gestor escolar do século XXI precisa ser um líder com visão do futuro e estar a par do que está acontecendo não só em sua escola, mas também com a educação de forma geral.

O ensino tem mudado drasticamente nos últimos anos, tendendo a ser cada vez mais holístico, ou seja, integrando os diversos campos do conhecimento em aulas conjuntas. O compartilhamento coletivo do que é aprendido vem sendo cada vez mais valorizado.

Desse modo, o diretor deve buscar professores que saibam criar essas conexões entre as disciplinas de suas áreas e consigam promover atividades que fujam do óbvio, como saraus, workshops, feiras científicas e culturais, debates, estudos do meio, etc. Estimular os professores a criar aulas atrativas é uma boa ideia para manter o interesse dos estudantes.

Antenado às novas tendências tecnológicas

A indústria vem passando por uma revolução que reflete na educação. Sendo um líder com visão do futuro, o gestor deve estar, portanto, antenado com o que está acontecendo no mundo tecnológico e como ele pode ajudá-lo na sala de aula.

Hoje em dia, vem acontecendo um crescimento significativo na demanda e oferta de tecnologias que ajudam e melhoram todo o universo escolar. Exemplos disso são os softwares que oferecem análises gerenciais, flexibilizando e agilizando o setor administrativo e burocrático das escolas, e programas que ajudam na matrícula e rematrícula dos estudantes

Há, também, aplicativos que facilitam a correção das provas e simulados, fornecendo dados específicos e detalhados do rendimento de cada aluno. Não dá mais para as escolas viverem na idade da pedra em termos de questões tecnológicas, dependendo puramente de provas escritas e planilhas ineficientes.

O ambiente escolar deve oferecer meios para que as crianças possam desenvolver seu lado científico — e o diretor deve ter essa percepção, investindo em espaços como laboratórios de informática, física e outros. As tecnologias chegaram para ajudar (e muito!) os gestores, professores e alunos.

Gamificação da Educação

Gestão que promova a reflexão e a cidadania

O gestor escolar precisa promover uma gestão em que haja sempre uma reflexão crítica e, a partir desta, colaborar para criar cidadãos engajados e autônomos na sua comunidade.

A educação é base de formação de um país. Sendo assim, é importante para os diretores buscarem sempre atividades que favoreçam a discussão de ideias e o debate entre os alunos, professores e funcionários, ensinando formas de pensar e agir, questionando injustiças e buscando soluções conjuntas e democráticas.

Além disso, o próprio gestor precisa buscar a reflexão crítica da sua gestão, criando um ambiente em que a cidadania possa se desenvolver livremente, além de organizar eventos, reuniões e outros momentos que reúnam a comunidade escolar.

Visão estratégica

A visão estratégica é uma característica essencial às lideranças. Na verdade, chegar até a liderança já envolve estratégia.

Não estamos falando de algo descrito por Maquiavel ou que é preciso passar por cima de outras pessoas para chegar nessa posição. Ao contrário: o gestor estrategista sabe lidar com desafios sem lançar mão de subterfúgios para alcançar o que quer.

Ele cumpre metas, prazos e segue o planejamento. O gestor estrategista descobre a melhor forma de lidar com as adversidades sem comprometer a qualidade do ensino e a estrutura da escola.

Flexibilidade quando necessária

Ser flexível é entender o outro e as necessidades de mudança. Essa característica tem relação não só com a empatia, mas também com a visão estratégica — afinal, se algo não está funcionando, o gestor não deve insistir naquele ponto da mesma forma por pura e simples teimosia. Ele deve conseguir refletir sobre a situação e aceitar mudanças que venham a melhorar a situação.

Com relação à ligação entre flexibilidade e empatia, o gestor precisa estar aberto ao diálogo com seus funcionários e toda a comunidade escolar. Por vezes, é possível que ocorram ausências pontuais de funcionários e inadimplência no pagamento de mensalidades e, nesses casos, é necessário compreender o outro e os motivos que o levaram a tais situações.

Por outro lado, não é recomendável ser flexível o tempo todo (ou em excesso), mas apenas quando necessário. O excesso de flexibilidade leva a uma gestão sem norte, sem liderança, passando uma imagem de fraqueza para seus colegas e comunidade.

Capacidade de resolução de conflitos

Essa, definitivamente, é uma das principais funções do diretor de escola. Ele precisa saber o que fazer diante de um conflito e resolvê-lo prontamente.

Situações tensas que se estendem por muito tempo podem atrapalhar o andamento da escola, o que pode até mesmo incluir o processo de aprendizado dos alunos. Por isso, é importante que o gestor tenha essa capacidade de resolver brigas e divergências entre professores, estudantes, familiares e demais agentes.

Além disso, ter uma equipe capacitada que o auxilie nisso é muito importante. Portanto, essa característica se estende a todo o corpo de colaboradores, incluindo coordenação pedagógica, supervisão, corpo docente e até mesmo os funcionários da limpeza.

Comunicar de maneira clara e objetiva

A comunicação é a melhor ferramenta para conectar pessoas, sendo básica em qualquer relacionamento. Portanto, o diretor deve saber se comunicar de forma clara e objetiva com toda a comunidade.

Geralmente, quando ele não tem essa capacidade, ocorrem ruídos na comunicação que geram conflitos, dúvidas e, por fim, uma série de problemas. A mensagem precisa sem direta tanto de forma oral quanto escrita a fim de evitar mal-entendidos.

Para reforçar isso, a escola deve ter um canal para informações que seja de fácil acesso à comunidade, como um telefone direto, um e-mail ou um formulário de contato.

Entende a importância da capacitação

Ter uma equipe capacitada é fundamental para a qualidade do ensino. Os professores, secretários, coordenadores e outros membros da equipe precisam de formação continuada. É papel do diretor não só entender, mas incentivar essa visão.

O gestor deve cobrar da sua equipe que participe de atividades de capacitação e que continue estudando e se aprimorando, buscando parcerias com universidades e outras instituições como forma de proporcionar essa formação.

Com isso, a escola só tem a ganhar em excelência e em número de alunos. Afinal, muitos pais e responsáveis procuram matricular seus filhos em lugares que contam com uma boa qualidade no ensino e, por conseguinte, a formação dos professores está diretamente relacionada a essa questão.

Confiável

A honestidade é um valor indispensável para qualquer pessoa e, em especial, para os melhores e mais capacitados gestores. Todos os recursos financeiros passam pelo seu conhecimento e ele deve saber lidar com eles de forma responsável.

Uma gestão transparente faz com que o diretor ganhe a confiança de seus funcionários. Isso é imprescindível para que ele seja respeitado e conte com a aprovação unânime para se manter no cargo por quanto tempo desejar.

Confiança, entretanto, se adquire com o passar do tempo. Por essa razão, seja sempre honesto e correto com todos os aspectos da gestão para receber esse reconhecimento.

Organizado

Manter tudo organizado é uma tarefa difícil, mas que tem consigo uma contribuição valorosa para a gestão escolar. Um gestor organizado consegue orientar sua equipe e manter o ambiente em harmonia.

Uma boa ideia é adotar um software ou outro sistema de gestão que organize documentos e rotinas, assim garantindo as informações sempre à mão. Isso auxilia no dia a dia do gestor e na hora de apresentar informações para auditorias.

Ético

Não há nada pior do que um gestor fofoqueiro, que trata cada funcionário de forma diferente, favorecendo um em detrimento de outros por motivos completamente arbitrários. Isso tem a ver com ética.

O diretor de escola deve ser um exemplo para os seus funcionários. Se for ético em todas as suas escolhas e ações, os funcionários também o serão.

Ele deve, inclusive, reprimir o comportamento antiético, que esteja fora dos padrões aceitáveis para uma escola. Os professores e funcionários, da limpeza à secretaria, devem refletir os valores da escola.

Conclusão

Como você leu esse artigo até aqui, imaginamos que esteja pensando sobre o seu perfil e se ele se enquadra no que apresentamos. Parece muita coisa? Não se preocupe: se você chegou à liderança na sua instituição, certamente tem algumas ou mesmo todas as características citadas.

Então aqui vai uma última informação: o gestor de escola precisa ter autocrítica. Faça uma análise de seus pontos fracos e fortes e verifique se você precisa melhorar em algum aspecto, pois os benefícios certamente serão seus. Sempre é tempo de começar a fazer uma boa gestão.

Ser um gestor escolar tem tudo a ver com desafios. Mediar conflitos, preocupar-se com a comunidade e levar melhorias para todos os envolvidos, entre alunos, funcionários e professores são apenas algumas das atribuições da pessoa preparada para fazer a diferença em sua instituição.

Plano de Gestão Escolar

Gostou do nosso post sobre o perfil mais adequado para uma gestão escolar eficiente? Então assine a nossa newsletter e receba mais conteúdos como este diretamente em seu e-mail!

Publicar um comentário