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Dicas para trabalhar a educação financeira na escola6 min read

O cuidado com o dinheiro deve começar em casa, com os pais estabelecendo pequenos ganhos aos filhos, ensinando como as compras devem ser feitas e mostrando que, para adquirir algo maior, é necessário poupar. Nesse cenário, a educação financeira nas escolas também surge como uma colaboração extremamente benéfica.

O processo é longo e deve perdurar pela infância e adolescência. Assim, na juventude, e ao começar a trabalhar, a pessoa se encontrará preparada para ter uma boa relação com os seus ganhos. Para ajudar nesse processo, várias escolas têm adotado o ensino da educação financeira na sala de aula.

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Instituições públicas e particulares investem nesses ensinamentos e transformam seus alunos. Afinal, atividades que podem ser implantadas naturalmente na rotina da instituição escolar têm a capacidade de formar jovens bem preparados para lidar com o dinheiro. A seguir, entenda melhor a importância desse ensino e algumas dicas para aplicá-lo!

A importância da educação financeira nas escolas

Falar sobre dinheiro com crianças e jovens não é algo absurdo, já que é na infância que as pessoas aprendem valores éticos que levam para a vida toda. Como o dinheiro está inserido em boa parte das nossas relações, nada mais importante que preparar os jovens para lidar com as questões que advém dessa necessidade.

A consciência financeira é uma das maneiras mais importantes de ganhar liberdade, conquistar independência e manter uma boa saúde mental. Adultos que têm uma relação de equilíbrio com o dinheiro evitam passar por estresses, ansiedades e possíveis casos de depressão provenientes de dívidas com cartão de crédito, empréstimos em bancos etc.

Aprender a lidar com o dinheiro desde cedo também dá a possibilidade de os jovens planejarem com mais cuidado o futuro e conseguirem atingir os seus sonhos.

Mas não é só em casa que a educação financeira deve ser ensinada. Como vimos, a escola, que também é um espaço de formação cidadã, pode ajudar a construir essa habilidade. Continue a leitura para conhecer as nossas dicas sobre educação financeira nas instituições de ensino!

As dicas para ensinar a educação financeira às crianças

Crianças que aprendem a lidar com o dinheiro desde cedo têm menos problemas no futuro. A seguir, veja atitudes simples que o professor pode colocar em prática em sala de aula para ajudar nesse desenvolvimento.

Fábulas

Opção interessante para 1º e 2º anos, as fábulas infantis podem ajudar a introduzir o tema para os pequeninos. Leitura e discussão, sempre guiadas pelo professor, são uma boa forma de fazer a turma interagir e discutir a relação de compra e venda.

É claro que tudo precisa ser bem básico e com um vocabulário muito simples, de modo que a aula se encaixe à idade dos alunos. Porém, isso não deve servir de motivo para não introduzir o assunto. Histórias ficcionais estimulam a imaginação e tornam o aprendizado muito mais fácil e natural para as crianças.

A famosa fábula “A cigarra e a Formiga”, de Jean de La Fontaine, pode ser de grande valia para esse ensino. Conte a história e depois relacione-a com o dia a dia das crianças, a fim de mostrar como o trabalho e a ação de poupar são importantes para o futuro.

Guloseimas

Essa é uma atividade ideal para 3º e 4º anos. Faça saquinhos com doces, que podem conter biscoitinho, bolacha, chocolate ou qualquer outra guloseima. O importante é que todos eles sejam iguais.

Distribua-os para a classe e fale para as crianças não comerem nem fazerem nada antes da atividade. Peça para que cada uma conte como pretende agir com o que ganhou. Se necessário, faça perguntas, como “quem vai comer tudo de uma vez?” ou “quem vai guardar os doces?”.

Após, recolha os saquinhos e, no quadro, mostre a vantagem de cada uma das ações. Quem poupar terá doces para muitos recreios, mas quem comer tudo de uma vez passará vontade depois, quando perceber que os colegas ainda estão se deliciando com as guloseimas. É uma maneira divertida de ensinar como é importante poupar. Faça a ligação entre guardar os doces e o ato de economizar dinheiro.

Cofrinhos

Depois de ensinar as crianças a pouparem, você pode ajudá-las a ter um local para isso. Usando sucata e papel colorido, faça cofrinhos em sala de aula. Caixinhas, potes de margarina e até garrafas pet podem ser usados com essa finalidade. Revistas e cola podem ser ideais para a decoração.

Durante a atividade, reforce o motivo de ter um cofre e a importância de poupar. Dependendo da idade, faça uma relação do tema com a poupança, para que os pequenos entendam como os pais conseguem guardar dinheiro.

Exemplos práticos

Essa é uma dica valiosa para turmas do jardim de infância. A equipe pedagógica pode separar momentos para falar sobre exemplos práticos do uso do dinheiro no dia a dia, principalmente quando as noções de matemática estiverem sendo abordadas em sala de aula.

Por exemplo, os professores podem falar sobre a ida à padaria, ao supermercado e ao shopping, demonstrando como as coisas funcionam na prática e que os produtos valem o dinheiro poupado por cada um. Descontos, pesquisas de itens e outras variáveis podem enriquecer a aula, que deve sempre se adequar à linguagem das crianças.

A recorrência desses pequenos casos é uma forma de fortalecer conceitos de educação financeira, como emprestar, poupar, negociar, doar e investir.

Jogos para a educação financeira

Outra ótima ação que estimula a educação financeira nas escolas é o uso de jogos, como o Banco imobiliário e o Jogo da Vida. Essa é uma ótima estratégia para as turmas de jardim de infância e ensino fundamental, nas quais os momentos lúdicos e as brincadeiras estão estreitamente relacionados ao aprendizado.

Dessa forma, as crianças podem se familiarizar com conceitos básicos da educação financeira e desenvolver uma postura cada vez mais madura em relação a seus gastos e economias.

Como vimos, durante a diversão em sala de aula, conceitos simples podem ser ensinados, e isso será levado durante toda a vida do estudante. Portanto, a educação financeira nas escolas desempenha um papel significativo para os alunos e contribui para a formação de cidadãos mais conscientes em relação ao uso do dinheiro.

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