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como desenvolver a criatividade

5 dicas de como desenvolver a criatividade dos seus alunos6 min read

A criatividade é a capacidade que o ser humano tem de inovar e criar coisas originais a partir da sua realidade material. Não se trata de um dom ou algo inato, e sim de um conjunto de habilidades particulares que requerem estímulo. Por isso, é importante entender como desenvolver a criatividade no ambiente escolar.

A escola é o primeiro lugar de socialização das pessoas e onde elas precisam lidar com uma série de novidades. É nesse momento da vida em que aprendemos a nos adaptar às principais relações em sociedade.

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Portanto, cabe aos professores, à gestão escolar e aos demais profissionais comprometidos com a área pedagógica o desafio de potencializar a criatividade dos alunos por meio de um processo de ensino-aprendizado que dê espaço ao lúdico e à noção de autonomia do aluno, que se baseia em enxergá-lo como parte fundamental do seu próprio crescimento intelectual.

A seguir, veja as nossas 5 dicas sobre como desenvolver a criatividade com os alunos da sua escola. Você vai se surpreender com cada uma!

1. Utilize as linguagens digitais

A tecnologia e a internet estão na base da comunicação diária da juventude no século XXI. É dessa maneira que os alunos consomem entretenimento, conversam, atualizam-se e aprendem. Portanto, professores que se utilizam das linguagens digitais para transmitir os assuntos em sala de aula estão um passo à frente.

Não se trata de usar slides e outras ferramentas de multimídia que facilitem a exposição das aulas, embora também sejam importantes. Trata-se de permitir que o próprio aluno utilize as tecnologias para tornar o seu aprendizado mais interessante.

Atividades que requerem o uso dos celulares para pesquisa, exercícios de microcontos no Twitter ou grupos em outras redes sociais, criação de blogs para expor trabalhos que valem para avaliação curricular, entre outros exemplos, podem ser implementados.

Basta alinhar a linguagem digital com o objetivo pedagógico, ouvir as ideias dos alunos e explorar a sua criatividade!

2. Integre os assuntos aos problemas da comunidade

Uma das maiores tarefas dos educadores em sala de aula é disputar a atenção dos alunos com os smartphones, tabletes e outros dispositivos que cabem na palma da mão. Para resolver essa situação, além de saber se utilizar das linguagens digitais, é importante conhecer abordagens que estimulem o engajamento dos alunos.

Uma das maneiras mais interessantes de abordar os assuntos é situando os problemas lidos e discutidos em sala com a realidade do bairro. A sustabilidade é um bom caso, pois é uma das preocupações de nível planetário em nosso século. As consequências da falta de contato prático com essa noção podem ser vistas a olho nu nas ruas de qualquer cidade brasileira, a poluição e a alta sensação térmica são bons exemplos.

Esses são dois assuntos que envolvem diferentes disciplinas, como Biologia e Geografia. Sabendo dessa interdisciplinaridade, algumas escolas promovem projetos extracurriculares com os alunos, para que eles realizem um exercício de conscientização de familiares, vizinhos, pessoas conhecidas e de si mesmos sobre o problema.

Integrar os assuntos vistos na sala de aula à realidade dos alunos desperta a curiosidade e torna o aprendizado muito mais divertido.

3. Invista na cultura maker

A cultura maker existe há décadas e foi responsável pela evolução de grandes pólos tecnológicos, como o Vale do Silício. No Brasil, um dos grandes exemplos dessa tendência é a grande feira anual de tecnologia chamada Campus Party. Hoje, com a popularização de ferramentas sofisticadas, a noção de cultura maker tem ganhado força nas faculdades e escolas.

A ideia da cultura maker é permitir que as pessoas aprendam, fabriquem e modifiquem tecnologias com as próprias mãos, em espaços que se assemelham a laboratórios e oficinas — os “hackerspaces”. Tudo isso, dentro de um clima de colaboração e transmissão de ideias entre todos os envolvidos.

A finalidade de inserir a cultura maker dentro do currículo escolar é fortalecer a ideia de que o aluno é o protagonista do seu desenvolvimento intelectual. Dessa forma, noções de Matemática e Física que parecem abstratas demais para os alunos ganham uma dimensão prática e palpável na construção de objetos.

4. Abra para a discussão em sala de aula

Os jovens estão cada vez mais presentes em espaços de discussão, quando comparados aos de 50 anos atrás. Trata-se de uma realidade positiva do ponto de vista da comunicação, mas isso também abre um leque de desafios. As redes sociais estão repletas de debates, mas nem sempre com pessoas honestas e preparadas para lidar com opiniões diferentes.

Professores cientes desse problema dialogam os assuntos históricos com as discussões atuais e abrem espaço para comentários dos alunos. Oportunidades como essas são importantes para elucidar teorias da conspiração e dar suporte para que os alunos entrem em debates saudáveis ao longo da vida.

As habilidades lógicas, retóricas e argumentativas são fundamentais para a construção de um espírito crítico. O aluno familiarizado com esses exercícios desde cedo explora temas do seu interesse com maior facilidade e consegue descobrir no que gosta de investir seu tempo.

5. Aposte na educação artística

Consumir arte desperta sensações e desencadeia processos cognitivos importantes para o raciocínio e a criatividade. A ciência já nos mostrou que entrar em contato com alguma arte faz bem para a saúde. Fazer arte também é uma prática saudável, mesmo se você não for bom nisso. Logo, a educação artística pode ser um dos grandes diferenciais no currículo de uma escola. Afinal, expressar-se artisticamente permite que os alunos se sintam mais confiantes e sociáveis.

Algumas instituições já oferecem um espaço para que as crianças explorem e apresentem os seus dotes artísticos para a comunidade escolar, seja pela dança, música, literatura, pintura, fotografia etc. Transformar isso em um evento também pode ser um jeito de aproximar a família dos alunos e a escola.

Alunos criativos estão inseridos em uma realidade propícia para o estímulo de suas personalidades. Eles tendem a ser pessoas mais confiantes, curiosas, com uma capacidade intuitiva e sensibilidade para entender e criar novidades. Essas habilidades são extremamente importantes nos âmbitos profissionais e pessoais durante a vida adulta. Portanto, cabe aos professores entenderem como desenvolver a criatividade.

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