Bullying na escola

Bullying na escola: veja como agir para identificar e prevenir!

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Sua escola sabe o que é e como evitar o bullying? Ele é caracterizado como a prática de atos agressivos contínuos em que há a intenção do autor em ferir física ou moralmente a vítima.

Bullying são atos repetidos contra alvos constantes — seguindo um padrão — e contam com um público que prestigia as agressões.

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O tema é a atual e deve ter total atenção dos gestores, professores e pais para que seja possível prevenir as agressões dentro e fora da escola. Além disso, existem diversos projetos que visam proteger as vítimas dessas ações, especialmente os mais atingidos — normalmente, crianças e adolescentes.

A seguir, falaremos sobre os tipos de bullying, quem são as vítimas e agressores, e o que os pais e a escola podem fazer para evitar esse grave problema.

Entenda quais ações caracterizam o bullying

Na escola, a ação acontece, em geral, da seguinte forma: o agressor — normalmente alguém popular, líder de pequenos grupos — escolhe alvos frágeis, começa atos de agressão verbal ou física de forma contínua e conta com expectadores, que muitas vezes não denunciam esses atos por medo de se tornarem os próximos a sofrerem tal prática.

Em 2016, entrou em vigor uma lei conhecida como Lei Antibullying, que caracteriza os tipos de agressões que podem ser considerados bullying. Entre eles, estão:

  • ameaçar a vítima;
  • fazer grafites depreciativos sobre determinado indivíduo;
  • promover o isolamento social da pessoa;
  • perseguir, amedrontar e chantagear o alvo.

É extremamente importante que todos os envolvidos tenham consciência de que o bullying é um problema muito sério e traz consequências graves que, muitas vezes, a vítima carrega por toda a sua vida.

Veja como identificar o ciberbullying na escola

O avanço da internet e crescimento das redes sociais possibilitou o aparecimento de uma nova modalidade de ataques, o ciberbullying. Nele, os agressores utilizam a tecnologia para cometerem as agressões.

Essa é uma forma ainda mais difícil de encontrar os agressores, que muitas vezes se escondem atrás de perfis falsos para atacarem suas vítimas com mais facilidade e crueldade, já que acreditam que não poderão ser descobertos.

O ciberbullying é ainda mais agressivo para a vítima, que se vê exposta a um número muito maior de expectadores. Isso, para ela, é muito assustador, pois fica com medo de a agressão atingir proporções ainda maiores.

As formas de ataques virtuais podem ser variadas, entre elas:

  • postagens ofensivas em redes sociais;
  • propagação de calúnias;
  • e-mails;
  • mensagens ou ligações por celulares;
  • compartilhamentos de fotos constrangendo a vítima.

Identifique quem são as vítimas da ação

Os principais tipos de vítimas são os alunos diferentes, seja pela cor do cabelo ou da pele, deficiências, formas de se vestir, peso ou sotaque. Portanto, também são vítimas os indefesos, que mostram medo e choram, e aqueles que são pouco sociáveis e que têm dificuldade de relacionamento e de se defender.

A escola pode prestar atenção aos estudantes que se encaixam nessas características para perceber se há algum tipo de agressão recorrente contra eles.

Exemplo disso, há alguns sinais que podem indicar se um estudante é vítima de bullying. Entre eles, estão:

  • a criança não querer comparecer às aulas ou pedir para trocar de escola;
  • voltar para casa com roupas ou livros rasgados;
  • apresentar baixo rendimento escolar e isolamento.

Os sintomas que a vítima de bullying pode apresentar são depressão, agressividade, baixa autoestima, ansiedade e medo, entre outros. Ao perceber qualquer um desses sinais, os pais devem dialogar com a criança para descobrir o que está acontecendo, e procurar pela ajuda da escola. Além disso, é importante que a vítima tenha um acompanhamento psicológico para trabalhar sua autoestima e fazer com que ela aprenda a lidar melhor com as suas emoções.

Aprenda a reconhecer os agressores

As pessoas que praticam o bullying, além de serem populares, têm perfis agressivos — tanto com os professores quanto com os próprios pais. Além disso, geralmente, são alunos que não aceitam ser contrariados.

Os pais devem sempre observar a conduta de seus filhos e, se perceberem qualquer sinal de agressividade, precisam procurar por ajuda. Por exemplo, é necessário descobrir por que a criança ou o adolescente apresenta um perfil violento e tratá-lo o quanto antes.

A plateia que aplaude e incentiva essas ações é considerada corresponsável pelo ataque. Portanto ela está presente no momento da agressão e não faz nada para evitá-la — caracterizando, portanto, um incentivo à ação.

Saiba como evitar o bullying

Para evitar essas práticas na instituição, os gestores escolares podem seguir algumas dicas essenciais, como:

  • mobilizar a comunidade escolar para uma campanha permanente de respeito às diferenças;
  • implantar regras contra o bullying;
  • ouvir sugestões e reclamações dos alunos em relação ao assunto;
  • estimular os alunos a informarem os casos;
  • interferir diretamente nos grupos, prevenindo que o bullying aconteça;
  • exibir filmes sobre o tema, para levantar o debate e as discussões dentro da escola.

A escola deve promover debates com o propósito de instruir os alunos sobre as melhores formas de utilizar as redes sociais. Além disso, deve entrar em detalhes sobre como ele funciona e como suas consequências são nocivas para a vítima. O ideal é que a instituição promova essas ações e discussões constantemente.

O que deve ser feito

Quando um caso é identificado, a escola deve agir imediatamente e de forma delicada. Ela deve recuperar valores como o respeito entre os alunos e não pode legitimar as ações do autor das agressões — mas também não pode humilhá-lo ou puni-lo com medidas que não estejam relacionadas ao mal causado.

Já a vítima de bullying precisa ter sua autoestima fortalecida e sentir que está em um lugar seguro para falar sobre o que aconteceu. É preciso, também, conversar com os alunos que assistem às ações depreciativas, pois essas crianças fazem parte disso.

Portanto, tanto o autor das agressões quanto a vítima precisam de acompanhamento e apoio psicológico. Por isso, cabe à escola dialogar com os pais e alunos sobre os conflitos e resolver como evitar o bullying da melhor forma possível.

E você, tem alguma sugestão para nos contar sobre como a escola pode evitar o bullying? Então, deixe o seu comentário aqui no post e veja outros artigos sobre o assunto em nosso blog!

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