currículo escolar

Saiba a importância do currículo escolar no processo educacional6 min read

O currículo escolar é o caminho que o estudante deve percorrer durante sua vida na escola. Nele, estão organizados os conteúdos que o aluno vai aprender ao longo do estudo em uma instituição de ensino.

Embora seja construído a partir da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), definida pelo Ministério da Educação, o currículo não é algo estático. Ao contrário, é orgânico, dinâmico e adaptável a cada realidade, metodologia e proposta pedagógica.

A BNCC é, portanto, um documento de caráter normativo que define o conjunto de aprendizagens essenciais a todos os estudantes, seja de escolas públicas ou privadas. Ela é um norteador, mas o currículo escolar em si deve ser estabelecido por cada instituição.

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Neste post, saiba mais sobre a importância do currículo no processo educacional e como construí-lo.

Qual é a importância do currículo escolar

Como dissemos, o currículo escolar pode ser adaptado, ou seja, construído ao longo do período letivo com o objetivo de atender às necessidades dos alunos e ao Projeto Político-Pedagógico da escola. Ele é de extrema importância no processo de aprendizado, pois norteia o trabalho dos educadores.

O currículo inclui todos os saberes que serão ensinados, não apenas a teoria. Mas, os aspectos humanos e sociais, como comportamentos e valores que são repassados aos estudantes em cada aula. É um instrumento de ligação entre a escola, a cultura e a sociedade, e deve acompanhar as transformações do mundo, sendo constantemente atualizado.

Dentro de um mesmo currículo escolar, é possível perceber outros três modelos: o social, o oculto e o estruturador. Todos têm sua importância para a construção do indivíduo e do seu papel na sociedade. Veja a que se referem:

  • currículo social: faz parte da identidade educacional, devendo respeitar as diferenças sociais e culturais, e o contexto no qual está inserida a instituição;
  • currículo oculto: abrange as ações, comportamentos, atitudes e valores que se aprendem implicitamente dentro do conteúdo científico. São conceitos que estão presentes nas aulas, mas não de forma declarada;
  • currículo estruturador: é ele que interliga todos os aspectos das aulas, que faz a convergência entre as disciplinas e orienta o que deve ser estudado de forma articulada.

Como organizar o currículo escolar

A construção do currículo escolar deve ser feita com muito cuidado. Pois ele será o condutor de todo o processo de ensino e responsável pela formação não só intelectual, mas social de várias gerações. É por meio dele que a escola será reconhecida e referendada.

A tecnologia, os fatores culturais e os novos interesses da sociedade impactam no currículo escolar e podem provocar mudanças. É por isso que ele está em constante movimento.

A seguir, conheça alguns aspectos importantes a se considerar durante a sua construção.

Novas práticas

A escola precisa estar sempre atualizada sobre o que as demais instituições estão realizando. Além disso, deve acompanhar as evoluções tecnológicas, pois crianças e adolescentes estão cada vez mais inseridos no mundo digital e se desinteressam rapidamente pelas aulas que não oferecem recursos inovadores.

É importante introduzir novas práticas a cada ano letivo ou mesmo ao longo do período, para manter o interesse dos estudantes e prepará-los para o mundo do trabalho com uma visão de futuro.

Tecnologia no ensino

A inclusão de novas práticas leva ao uso da tecnologia no ensino, que deve agregar conhecimento e facilitar o dia a dia. Assim, computadores e tablets podem ser usados como instrumentos para a pesquisa e realização de tarefas.

Além disso, ferramentas como provas e avaliações online chamam a atenção dos estudantes para a participação ativa da escola, em um ambiente que já é bem conhecido por eles. Esse tipo de inovação auxilia o trabalho dos professores, que ganham tempo para se dedicar a outros aspectos — como o aprofundamento das matérias a serem ensinadas.

Necessidades dos alunos

Um bom currículo escolar deve ser inclusivo. Isso significa atender a todo tipo de aluno, com suas especificidades. É fundamental perceber as necessidades dos estudantes e buscar soluções. Para que eles acompanhem o ritmo da escola e aprendam o que precisam em cada etapa de ensino.

É importante analisar as dificuldades dos alunos e de que forma ajudá-los a aprender. Essa observação também deve ser utilizada na hora de montar as turmas, a fim de que todas estejam em um mesmo nível de aprendizagem.

Padronização

Ter um currículo dinâmico não pode significar perda de padrão. Pois a escola precisa estabelecer uma linha a seguir. Todas as turmas de um mesmo ano devem aprender o mesmo conteúdo. A forma pode variar de acordo com cada professor, mas a essência tem que ser a mesma.

Esses padrões são definidos a partir da Base Nacional Comum Curricular e dos valores e missão da instituição. Afinal, é possível que o estudante precise mudar de escola mais de uma vez ao longo da sua vida, e ele deve poder acompanhar o ritmo dos demais colegas em todas elas.

Avaliação de desempenho e metas

Na elaboração do currículo, é fundamental que a gestão avalie o desempenho dos alunos e dos professores para verificar se é preciso mudar algo. Talvez esteja muito avançado e, portanto, o índice de reprovação ou evasão esteja alto. Ou, ao contrário, os alunos demonstram que podem ser mais exigidos e, portanto, a escola deve acrescentar conteúdos.

A partir dessa avaliação, a gestão deve elaborar metas para o ano seguinte ou para o próximo período letivo. É possível que descubra que deve incluir um ensino bilíngue, por exemplo. Ou explorar mais a tecnologia em sala de aula, investir em conteúdos mais práticos e menos teóricos. Enfim, um currículo em movimento exige avaliações e mudanças constantes, sempre que necessário.

Como você viu neste artigo, embora tenha um norte definido por uma política nacional, o currículo escolar não é algo engessado. Ele deve acompanhar as mudanças na sociedade e os avanços tecnológicos. Vivemos a revolução 4.0, na qual as máquinas ganham cada vez mais espaço, e é preciso preparar os estudantes para um futuro no qual a força de trabalho será cada vez mais intelectual e menos física.

Além disso, aspectos sociais, como a tolerância às diversidades e a inclusão de todos os indivíduos, também devem ser abordados no currículo para que esses trabalhadores do futuro sejam, também, cidadãos colaborativos. Afinal, as escolas têm uma grande responsabilidade com a formação da sociedade.

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