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11 dicas certeiras para evitar a evasão escolar

18 de setembro de 2015
11 minutos

A educação dos filhos é prioridade para a maioria dos pais, mesmo em cenários de crise econômica. Porém, uma parte considerável da evasão escolar ocorre justamente por questões financeiras. Normalmente, está ligada à inadimplência e à necessidade de um reajuste no orçamento familiar.

Além disso, existem outras causas, como a mudança de residência, falta de tecnologias no ensino e até a insatisfação com o atendimento oferecido pela instituição.

De qualquer forma, é importante entender quais são as principais causas desse fenômeno na sua escola. Assim, você vai saber como agir para controlar a situação e evitar que a evasão escolar prejudique o funcionamento da instituição.

Neste post, trouxemos algumas dicas e discutimos a melhor forma de você lidar com essas questões. Continue a leitura!

Dicas práticas para o gestor lidar com a evasão escolar.

1. Entenda o que afasta os estudantes das salas de aula

Há duas frentes que você precisa considerar para entender e combater a evasão escolar:

  1. a perspectiva da escola;
  2. e a perspectiva do aluno e seus responsáveis.

Será que a escola está deixando de atender às expectativas ou algo está ocorrendo no âmbito familiar? O aluno é vítima de bullying? As aulas são chatas e os assuntos descontextualizados? Os pais estão enfrentando dificuldades financeiras? O estudante tem dificuldade de acompanhar o ritmo da turma e sua aprendizagem está sendo comprometida?

Essas são algumas perguntas que vão te ajudar a entender melhor o cenário. Agora, perceba que elas foram feitas no singular… E há um motivo para isso: jamais generalize. Cada caso é único. Aí entra a sua missão como gestor: mapear as ocorrências, identificar o problema, entender suas causas e, só depois, agir estrategicamente na solução.

Tenha em mente que a evasão escolar é sempre a consequência de um desequilíbrio mais profundo. E, para tomar uma atitude realmente eficaz, você precisa entender e tratar as raízes do problema.

2. Mapeie as causas da evasão escolar na sua instituição

Se, principalmente no final do ano, muitos estudantes saem da sua instituição, procure saber o que está causando essa reação em massa. Claro, é interessante que você considere as particularidades de cada caso, mas, quando a evasão escolar toma grandes proporções, pode haver um motivo comum. Problemas de infraestrutura, didática ou desavenças com algum membro da equipe pedagógica, são exemplos de pontos a serem estudados.

Para mapear as possíveis causas, é importante contar com um sistema de gestão automatizado que elabore relatórios precisos. A partir da análise dos dados, você consegue traçar estratégias para resolver a situação.

Por que o gestor deve ter um sistema de gestão escolar como aliado? »

Conhecer o ponto de vista de alguém que usufrui de seus serviços é fundamental para enxergar o que você pode e deve melhorar. Por isso, sempre peça feedbacks aos alunos e responsáveis, tanto dos que se evadiram quanto dos que permaneceram.

Talvez seja preciso fazer um investimento em determinada área, ou uma mudança no plano pedagógico, ou mesmo um curso de atualização e especialização dos professores. Inclusive, as próprias oficinas pedagógicas podem ser um estímulo para que os docentes compartilhem conhecimento e troquem experiências.

Lembre-se de que pais e alunos satisfeitos nem sempre elogiam a escola, porém, pais e alunos insatisfeitos frequentemente fazem uma propaganda negativa. Portanto, faça o possível para resolver qualquer conflito da melhor forma possível.

3. Mantenha um canal aberto de diálogo com os alunos

Seus estudantes também são um termômetro para o sucesso da sua instituição. Por isso, é tão importante ouvi-los e você pode fazer isso por meio de questionários, feedbacks, conversas, entre outros. Assim, você vai identificar o que os alunos apreciam, o que mudariam e do que sentem falta, por exemplo.

Outro ponto interessante é trazer o corpo docente para essa conversa. Afinal, como falamos no primeiro tópico, para diminuir a evasão escolar, você deve considerar o ponto de vista de todos os envolvidos no processo educativo.

Depois, você vai listar todas as sugestões e identificar o que pode ser feito a curto, médio e longo prazo.

4. Envolva os pais na rotina escolar

Tão importante quanto ouvir os alunos e professores é incentivar a participação dos pais na rotina escolar.

Na adolescência, por exemplo, o envolvimento dos responsáveis nas atividades da escola tende a diminuir. Para reverter isso, faça questão de mostrar o efeito positivo que a presença deles surte no aprendizado dos filhos.

Quando os pais têm consciência de que o desempenho dos adolescentes melhora com a participação deles no processo de aprendizagem, fica tudo mais fácil. Zele para que sua instituição tenha uma política de aproximação, envolvendo a família em atividades, conversas e eventos além das reuniões.

Um exemplo prático e corriqueiro de promover essa aproximação é ligar para os responsáveis quando perceber a ausência da criança ou adolescente. É uma forma de demonstrar que você está ciente da situação e tem interesse em saber se algo não está indo bem.

Pode parecer coisa boba, mas cultivar um bom relacionamento com os alunos e seus responsáveis também ajuda a evitar a evasão escolar.

5. Tenha mentores para ajudar no controle de evasão escolar

Já pensou em ter mentores para auxiliar seus alunos? Vamos explicar melhor…

Os mentores são professores que assumem o papel de conselheiros de pequenos grupos de estudantes, dando conselhos e orientações quando eles precisam. Esse modelo vem do Ensino Superior, onde os universitários têm orientadores para sanar suas dúvidas e pedir feedbacks sobre seus projetos.

Muitas vezes, os gestores cobram exclusivamente do professor o monitoramento dos níveis de aproveitamento de todos os alunos da classe, bem como que ele preveja qualquer dificuldade na aprendizagem. O problema é que, via de regra, as turmas têm bem mais estudantes do que um indivíduo consegue acompanhar.

É por isso que a proposta de contar com mentores na sua instituição pode ser ótima saída. Afinal, eles são experientes e podem detectar qualquer impedimento de forma mais fácil. Assim, é possível resolver muitas questões educacionais antes de ocorrer a evasão escolar.

Além disso, os mentores também vão ajudar no desenvolvimento de habilidades socioemocionais e no aconselhamento de carreira, por exemplo.

6. Esteja atento aos sinais que os alunos dão

Antes que os alunos saiam de sua escola, eles dão sinais de que pretendem sair. Por exemplo, na educação privada, um dos maiores fatores de evasão escolar é a reprovação, pois ela desestimula os próprios alunos e seus pais.

Explicando melhor esse cenário: um aluno reprovado pode ser subestimado por seus colegas e, consequentemente, ter um enorme sentimento de incompetência. Outro ponto é que, quando a reprovação acontece, é comum que os pais sintam que estão desperdiçando dinheiro.

Por isso, é tão importante acompanhar de perto o desempenho dos estudantes. Assim, você consegue identificar casos que precisam de atenção e oferecer suporte pedagógico – e até psicológico – quando for necessário.

Sabemos que, muitas vezes, a reprovação foge do controle da escola. Mas você pode tomar algumas medidas preventivas, usando dados que o seu sistema de gestão fornece, por exemplo.

Por meio de relatórios, é possível diagnosticar em quais séries há um índice maior de repetência e quais disciplinas são mais difíceis para os alunos. Com base nesses dados, você pode organizar plantões e atividades extras de apoio, bem como oferecer o suporte necessário para que os estudantes sintam que a instituição está interessada em ajudá-los.

Tenha em mente que é um trabalho contínuo, mas que traz ótimos resultados. Afinal, reduzir o número de reprovações também reduz o índice de evasão escolar.

Só temos um alerta a fazer: diminuir o nível de exigência porque algum assunto é “difícil demais” nunca é o caminho. Lembre-se de que a instituição precisa manter seu padrão de qualidade para ter o reconhecimento do MEC. No entanto, se muitos alunos estão com dificuldades em uma matéria ou assunto específico, talvez seja hora de repensar a estratégia de ensino e testar novas abordagens com o professor.

7. Promova atividades extracurriculares

Engajar os alunos é um dos grandes desafios de uma instituição e também reflete na taxa de evasão escolar. Saiba que promover campeonatos de futebol, xadrez, ciências, poesia, manter um coral ou um grupo de teatro, por exemplo, são atividades que estimulam o engajamento dos estudantes com a escola. E, sim, saiba que eles percebem essas iniciativas como um diferencial da instituição.

Inclusive, quando os alunos sentem que pertencem a um grupo, grêmio ou comunidade, e que são valorizados por isso, eles têm mais motivos para continuar frequentando as aulas. Além disso, se sentem bem mais confortáveis no ambiente escolar.

As atividades extracurriculares surtem um efeito positivo na aprendizagem das crianças e adolescentes, pois estimulam a empatia e a capacidade de socializar fora de sala de aula. Outro ponto interessante é que, numa instituição que engaja seus alunos e promove a empatia entre eles, a prática de bullying diminui consideravelmente.

8. Proporcione aos alunos aulas mais interessantes para evitar a evasão escolar

Talvez seja uma dica clichê, mas investir em aulas dinâmicas e inovadoras faz toda diferença para a satisfação dos pais e alunos com o ensino. Muitos alunos mudam de escola ou desistem de estudar porque as aulas são desinteressantes. E, na maioria das vezes, eles têm razão.

Professores desestimulados por uma carga horária muito alta; assuntos que não têm a ver com o dia a dia; abordagens ultrapassadas e chatas; e falta de aplicação prática dos conteúdos, são apenas alguns dos dilemas mais comuns da nossa educação. E isso tudo pode resultar na evasão escolar.

Para sair desse panorama, é preciso inovar. Uma das medidas indicadas é transformar os alunos em agentes da própria aprendizagem. Ou seja, eles devem ser integrantes do processo educacional, e não meros espectadores. Assim como o professor deve atuar como mediador, e não como único detentor do saber.

Além disso, toda aula deve ter uma dinâmica de construção de conhecimento, não sendo apenas uma transferência de informações.

Existem diversas tecnologias no mercado e mídias físicas e virtuais riquíssimas que podem transformar aulas entediantes em atividades colaborativas, por exemplo. Mas, claro, é essencial que essas inovações estejam alinhadas com os propósitos educacionais da instituição.

9. Saiba quais são os diferenciais de sua escola

Um bom gestor sabe exatamente quais são os diferenciais que sua escola tem, bem como as vantagens que eles podem trazer ao corpo estudantil.

Sua equipe de professores é especializada? Sua escola tem ótimos laboratórios? E quanto à biblioteca? As salas de aula e os espaços externos são acolhedores?

Tão importante quanto mapear as fraquezas é conhecer as forças da instituição, saber exatamente no que ela se destaca e pode ser valorizado comercialmente, inclusive. Isso pode ser um argumento crucial para reduzir a taxa de evasão escolar.

Não sabe como fazer isso? O primeiro passo é pensar nos recursos que as escolas concorrentes oferecem e no que sua escola tem de único. Exploramos melhor este tópico em um artigo exclusivo, você pode conferi-lo clicando aqui.

10. Reserve um tempo para debater a eficácia da proposta pedagógica

Como a escola distribui as disciplinas de ciências humanas e exatas na sua estrutura curricular? Como são organizados e com que frequência ocorrem projetos criativos, interdisciplinares e em grupo?

Falamos anteriormente, nos tópicos 7 e 8, que é preciso intercalar matérias e atividades teóricas com períodos de prática, interação e pesquisa. Essa é a chave para que as aulas não sejam maçantes.

Os educadores também devem estar focados em construir pontes entre o conteúdo estudado e o cotidiano dos alunos. Afinal, memorizar um conceito é só uma das facetas da aprendizagem. No fim das contas, os estudantes precisam estar aptos a aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula nos desafios que aparecem no dia a dia.

Ao avaliar o desempenho deles, também é importante considerar o esforço, comprometimento e a evolução individual. E esses fatores, muitas vezes, não ficam tão óbvios nas avaliações comuns.

11. Inspire-se em casos de sucesso nacionais e internacionais

Por fim, nossa última dica é: mantenha-se a par do que está acontecendo no país e no exterior em relação à educação. Observe como a aprendizagem ocorre em regiões onde o IDH é alto, por exemplo. Em muitos deles, o ensino torna-se cada vez mais interdisciplinar e o processo de construção do conhecimento é mais valorizado do que as notas no final do semestre.

No combate à evasão escolar, inspire-se em casos de escolas nacionais e estrangeiras. A partir disso, tente adaptar as iniciativas bem-sucedidas à realidade de seus alunos e de sua instituição.

Seguindo as dicas acima, você vai conseguir reverter e prevenir a saída de alunos da sua escola, bem como garantir o desenvolvimento e a aprendizagem mais efetiva dos estudantes.

Lembre-se, entretanto, de que cada situação tem um catalisador diferente. Por isso, é tão importante lidar de forma personalizada com algumas situações.

E você, gestor, como tem feito para evitar a evasão escolar na sua instituição? Compartilhe suas experiências conosco aqui nos comentários!​

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