fbpx

Como fica a volta às aulas presenciais depois do isolamento?7 min read

Depois de tantos meses sem aulas presenciais por conta da crise da Covid-19 pelo mundo, muitos países já estão voltando a normalidade e aqui no Brasil nós, aos poucos, estamos ensaiando uma volta às salas de aula.
Para que o retorno seja feito de maneira segura e tranquila por aqui, medidas de segurança precisam ser adotadas e ficar de olho no trabalho feito por outros países pode ser uma alternativa para tranquilizar a famílias.
Mesmo sem uma data definida, alguns estados já publicaram decretos com regras para a volta às aulas nas escolas. O objetivo é dar tempo que as escolas se adequarem às novas regras.

SAIBA MAIS:
COVID-19: Aulas não presenciais contam como carga horária
Como os pais podem ajudar no desempenho escolar dos filhos?
COVID-19: Comunicação e rotina de estudos de casa

Protocolos de segurança

A volta deve acontecer de maneira gradual, tanto para as escolas da rede pública quanto as da rede particular. Para que isso aconteça de maneira segura para os alunos e a equipe escolar, algumas regras precisam ser seguidas. Abaixo, listamos algumas que já foram impostas por outros países para tornar a retomada segura e que podem ser utilizadas como inspiração. Continue a leitura : )

Desinfecção da Escola

Medidas extras de limpeza nas escolas são uma das regras mais comuns. Em diversos países que já voltaram às aulas presenciais é comum desinfetar os ambientes antes dos alunos chegarem e também durante o período de permanência deles na instituição. Maçanetas, interruptores e banheiros são limpos várias vezes durante o dia.
Na China, por exemplo, onde as medidas são mais rigorosas, tendas de desinfecção foram instaladas na porta da escola. Todos ao chegarem precisam passar pelo local para a correta assepsia e segurança dos colegas de classe.

Medição de temperatura

Ao chegar na instituição é obrigatório que o estudante meça a temperatura, já que a febre é um dos sintomas mais comuns do Covid-19. Durante intervalos sistemáticos, a medida deve ser refeita.
Pequim, capital da China, foi além e distribuiu pulseiras inteligentes. Elas fazem medição em tempo real dos alunos que é enviada diretamente para os pais por meio de aplicativo. Caso a temperatura passe dos 37ºC e o estudante comece a ficar febril, um alerta é enviado aos professores que acionam a equipe responsável para a retirada imediata do aluno da instituição.

Uso obrigatório da máscara

Assim como uso obrigatório nas ruas, dentro de sala a recomendação permanece. Apesar do distanciamento de 1,5 metro recomendado no Brasil e em alguns países de 2 metros das carteiras, as máscaras precisam ser utilizadas, inclusive nos pequenos. A recomendação é ainda que máscaras reservas sejam enviadas pelos pais para que os estudantes possam fazer as trocas do aparato assim como é recomendado pelo Organização Mundial da Saúde.
Em Israel e França, por exemplo, as medidas são mais brandas. Até a quarta série as crianças menores estão dispensadas de usar a máscara. Mas em ambos os casos, é necessário que a escola disponibilize o aparato caso o estudante sinta algum sintoma da doença.

Revezamento em aulas presenciais

Por conta do distanciamento necessário entre as cadeiras, o espaço para os alunos fica limitado dentro de sala. Por isso, a recomendação é que as turmas sejam divididas em mais salas ou exista revezamento entre as turmas e horários diferentes de entrada, saída e recreio.
Para aquelas escolas que não possuam espaço físico para disponibilizar mais salas, e para que a medida seja justa para todos, as turmas normalmente estão fazendo rodízios de 15 em 15 dias de alunos em modo presencial. O restante, assiste as aulas normalmente de casa.
Na Coreia do Sul as escolas de ensino básico somente podem receber em sala um a cada três alunos, o restante mantém o ensino a distância.
Para tornar o ambiente mais seguro, alguns instituições também adotaram paredes acrílicas nas carteiras para evitar o contágio por meio de gotículas de saliva. A Coreia do Sul também adotou a medida.

Lavagem das mãos

O incentivo a higiene constante dos alunos deve ser intensificado. É importante que eles lavem as mãos ao chegarem e saírem da instituição, por exemplo, sem contar a assepsia antes das refeições. A Dinamarca instalou baias com torneiras e sabão para que os alunos façam a higiene sempre que entrarem na instituição. Já a Coreia do Sul distribuiu kits de desinfecção das mãos para cada aluno.

Sala sempre arejada

Outra medida super importante para manter o ambiente saudável neste período é manter as salas bem arejadas. A recomendação é que janelas fiquem abertas e que o ar condicionado seja abolido. Os ventiladores devem continuar funcionando, e caso não seja possível manter a porta da sala aberta, ela deva ser mantida desta forma antes dos alunos chegarem na instituição, durante os intervalos, recreio e depois da saída deles. Na França, por exemplo, essa é uma regra que precisa ser seguida.

Grupos de risco afastados

Aqueles que pertencem ao grupo de risco como asmáticos, diabéticos, hipertensos e idosos, precisam ser afastados das funções ou trabalhar remotamente. A medida é uma forma que o grupo não fique exposto a doença e a uma possível segunda onda da pandemia. Em Israel, educadores com mais de 65 anos foram proibidos de voltar às suas funções.

Pais podem decidir

De acordo com dados divulgados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), mais de 1,5 bilhão de crianças e adolescentes ficaram fora das escolas em 188 países pelo mundo nos últimos meses.
Apesar de aqui no Brasil a volta acontecer de maneira gradual e obedecendo uma série de critérios sanitários, muitas instituições resolveram consultar os próprios alunos sobre a retomada.
De acordo com o Conselho Nacional de Educação, os pais têm o direito de decidir se vão ou não voltar com os filhos para a modalidade presencial sem punir aqueles que querem continuar com o modelo a distância.
A recomendação foi citada em um parecer enviado em julho para O Ministério da Educação que ainda cita que os estudantes não podem ser punidos com faltas caso optem pelo ensino remoto neste período.
O documento ainda aconselha que as instituições permitam a modalidade EAD em casos de famílias com doenças pré-existentes que possam ser agravadas com a pandemia. O ensino “híbrido” como é citado, ajudaria ainda a minimizar o número de alunos em sala e, por consequência, o contágio.

Leia mais! Rotina de estudos: as melhores dicas para arrasar de casa

Estados já estipulam regras para aulas presenciais

Mesmo sem uma data definida, alguns estados já divulgaram medidas administrativas e sanitárias que as escolas precisam adotar para voltar com os estudantes para dentro de sala. O governo do Espírito Santo foi um deles.
O documento publicado no Diário Oficial do governo capixaba, enfatiza a suspensão de atividades esportivas, de dança e teatro que de necessitem aglomeração. Além disso, evitar o uso de bebedouro, manter portas e janelas abertas e não programar atividades como grupos de estudo, seminários, excursões, etc.
Outro ponto destacado é o distanciamento dentro de sala de 1,5 metro entre as carteiras que devem ser etiquetadas com o nome do aluno e também escala de horários de recreio intercalados entre as turmas. A instituição também deve disponibilizar álcool 70% nas salas e ambientes comum, além de kit de higiene completo dentro dos banheiros que deve ser utilizado após chegar na escola, depois do intervalo, antes de se alimentar, etc.

Preparando a sua instituição

Mesmo que a volta às aulas presenciais ainda não seja uma realidade na sua região, já é possível ficar atentos às tendências do segmento e fazendo mudanças na sua escola. Além disso, é importante que desde já campanhas de conscientização sejam feitas. Tanto com o seu corpo de funcionários, quanto com os estudantes para que o retorno seja tranquilo e seguro.
Quer continuar por dentro de todas as novidades do mundo da educação? Acompanhe a gente pelo Instagram e Facebook e não deixe nenhuma novidade passar : )